Série: Eu, tu e ela

By 28 de abril de 2017Série

Essa é uma daquelas séries próprias da Netflix que passa despercebida pela maioria das pessoas , talvez por não ter muita divulgação ou pela descrição da sinopse ser bem clichê e previsível: ““Para apimentar a relação, o casal Jack e Emma contrata uma acompanhante. Tudo vai muito bem até o dia em que um deles se apaixona por ela.” Enfim, em um dia de PT no carnaval, tive que ficar em casa me recuperando e acabei engolido essa série em um único dia, rs. Na real, nem sei porque ela chamou minha atenção, mas até que foi um dia divertido.


A série apresenta um casal na casa dos trintas anos, com uma vida meio sem graça, passando por uma crise no casamento, o sexo já não existe a meses, e que estão tentando engravidar para tentar salvar o casamento. No começo, você pode até sentir um pouco de raiva e desprezo pelo casal que não sabe o que quer, mas fique tranquilo, passa bem rapidinho.

A arquiteta e o conselheiro estudantil são pessoas comuns, com uma vida comum, onde trabalham, cuidam da casa, moram em uma sociedade de classe mediana, eles sempre se dedicam para crescer profissionalmente, mesmo em alguns casos estando completamente insatisfeitos com o trabalho, aparentemente tudo para não dar errado. Com a crise do casal, Jack aceita o conselho de um amigo e vai procurar uma acompanhante, logo depois Emma a encontra e ai começa a história.

Tabus
A série trata de um assunto polêmico, como o poliamor (amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo) e a bissexualidade, todos juntos com muito humor romântico. Mas claro, para essa relação se concretizar eles precisam enfrentar diversas adversidades, a começar pela aceitação da sociedade para aceitar esses ‘novos’ e diferentes modelos de família.

Até dentro do trio esses tabus acontecem, talvez por medo, quando a relação era apenas tratada como um acordo comercial, o casal não se importava, mas quando ficou mais sério os sentimentos eles tentaram fugir, pois sabiam que isso poderia causar estranheza, inclusive entre eles. Depois claro, pelos vizinhos, amigos e familiares.

Quem é a terceira pessoa?


Uma universitária, que trabalha como acompanhante para complementar a renda que tem problemas familiares, problemas financeiros, é divertida, se vira como pode, que se apaixona fácil. A identificação por ela é instantânea, que não encanta apenas o casal, mas também a todos que assistem. A história prende de tal forma, que a gente acaba torcendo pra que Yzzy, fique com o casal no final. Ela entra na vida deles de uma forma inusitada, e de uma forma ainda mais inusitada, permanece.

Homossexualismo


Apesar de ser um triangulo formado por duas mulheres e um homem, o que  relacionamos ao fetichismo masculino, as cenas são tratadas de forma delicada e o foco é no sentimento, em como a relação é tratada e não no sexo em si, sempre com muito sentimentalismo.

A série debate os padrões impostos pela coletividade e sobre o quanto abrimos mãos de coisas que nos fazem felizes para nos adequar ao mundo. Isso é muito bem exemplificado na pressão sofrida por eles na questão da cobrança de ainda não terem filhos. E por saber que viver um relacionamento à três é condenável e não reconhecido pela maioria da sociedade

A primeira temporada já está liberada na Netflix Brasil desde fevereiro, com 10 episódios de média de 40 minutos cada (molinha de maratonar). Com o nome original “You, Me Her”, quem assistir e gostar já pode levantar as mãos ao céu e agradecer. A 2º temporada já foi lançada nos Estados Unidos e deve chegar no Brasil logo, logo. E pra finalizar, a encomenda da terceira temporada já foi feita e aprovada.

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